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05/04/2009

57. Spadaccino, Foja Tonda & Vingança

Já falei do Spadaccino aqui (veja post 24). Almoçar lá num domingo de preguiça é programa e tanto. Mas não vale se não for com fome. Tem de ser rito: entrada, primeiro prato, segundo, sobremesa, grappa, café. Neste domingo, rolou vitel tonné (vitela bem fininha com molho de atum), ravioli com molho de queijo de cabra e figos, cotoleta de vitello (com rúcula e tomate assado), pudim, pannacotta com pêra cozida, uma garrafa de Foja Tonda, cafés e uma dose de Malvotti. Pode chamar de momento de vingança.
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Foja Tonda Vallagarina IGT é um tinto da Albino Armani feito com uvas casetta, praticamente extintas nos anos 60 e recuperadas pelo produtor. Foja Tonda é uma variação em dialeto local para casetta. As safras 2003 e 2004 levaram dois tridentes do Gambero Rosso. No Brasil, quem traz é a Decanter. No domingo, no Spadaccino estava a R$ 98 -- e na Decanter, a R$ 96. O cultivo é manual e o vinho passa pelo menos 16 meses em madeira e outros 3 meses em garrafa. São produzidas 45 mil unidades.

27/12/2007

24. Spadaccino (Itália pelo Norte)

Em 2008, o Spadaccino fará 10 anos de vida. "Cent'anni!", porque merece. Se o Buttina (veja post abaixo) nasceu para zelar pelas receitas sulistas, o Spadaccino (rua Mourato Coelho, 1267, tel 11 3032.8605) é guardião das receitas da Emilia-Romagna. É um achado na Vila Madalena, comandado pelos irmãos Paula e Roberto Lazzarini, ex-esgrimistas (spadaccino em italiano é esgrimista). Ambientação. Sou fã. Toda vez que estou lá, viajo para o interior de um antigo e tradicional sobrado italiano. Tento ficar numa das quatro mesas do fundo, junto à fonte. Se a turma for grande, o ideal é optar pela mesa do salão principal. Há ainda um aconchegante segundo piso e mesas na parte da frente. Atendimento. Muito bom. A maior parte dos garçons está ali há alguns anos, o que garante a correção e a rapidez. E a simpatia na medidade certa. Cozinha. Uma das coisas que mais me atrai no Spadaccino é que de tempos em tempos há festivais -- da alcachofra, de carne de caça... Isso ajuda a diversificar o cardápio. Deste, costumo pedir a deliciosa Cotoleta di Vitello com tomate assado recheado e rúcula. Na última visita, provamos (eu e Signora P) o Nero D'Avola Kailà 2004, que passa dois meses em barricas de segundo uso, o deixando leve e saboroso. Se fosse um filme, o Spadaccino seria menos de Fernando Meirelles e mais de Eduardo Coutinho. Você até pode sentir falta de certa dramaticidade, mas nunca vai se decepcionar.
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Relação vinho x importadora (ótima: 11% a 20% mais caro):
Nero D'Avola Kailà 2004 Sicilia (produtor Fatascià)
19% mais caro na carta (67 reais) que na importadora (56,40 em 28.12.2007)