Deveria ter falado do Jullia há mais tempo. Simplesmente porque freqüento o pizza-bar há uns 9 anos. O Jullia (se for "a" Jullia me corrijam) nasceu em 1996. Num miolo de Santana que, por força da ascensão imobiliária, virou Alto de Santana. Dois quarteirões para cá, três quarteirões para lá e você vê que aquilo, há 15 anos, deveria ser perifa -- perifa classe média baixa, mas perifa. Não importa. Num larguinho típico de interior, e igualmente típico da Zona Norte, foi um dos lugares que primeiro serviu chope Warsteiner em São Paulo. Mais. Foi dos endereços que mais batalhou por ingredientes de qualidade nas redondas amadas pelos paulistanos. Nada de calabresa de quinta, atum de atacado, queijo rançoso. No Jullia tudo era fresco, selecionado, bem escolhido. Como apostar em qualidade dá resultado, a casa segue incólume. E muito charmosa. Eu e Signora P o freqüentamos há nove anos. Nosso amigo Nuzzi sempre esteve lá. No domingão 5 de abril, eu e Signora P voltamos depois de meses. Por esses critérios que não têm razão, a gente elegeu o Jullia para domingos à noite. Talvez porque a volta de lá até os lados de casa, no Sumarezinho, exija conversas de meia hora no carro, o que sempre ajuda a afastar o 'bode' do domingão. Nesta noite, pedimos capricciosa (à base de escarola) + tonnata (atum com tomate) + vero itália (calabresa, mussa de búfala e azeitonas). Fui de Serra Malte. Signora P, de Coca Zero (fato inédito à minha vista). E o friozinho que bate domingo à noite pros lados da ZN embalou um revival interessante, e necessário. Jullia.
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20/04/2009
28/03/2009
55. Bar do Luiz
Fico orgulhoso de voltar ao blog com este comentário (é o primeiro post do ano). Fica láááááááá no Mandaqui. Longe para quem não mora na ZN, é claro. A região norte de São Paulo é bacana, tem uma cara própria e orgulhosa, um bairrismo à antiga, como a ZL. Respeito isso.
Sábado, fui em busca de um bar aberto em fevereiro, Seu Antonio. Teria sido criado por um ex-dono do Salve, Jorge (segundo a Época São Paulo) ou por um ex-gerente do Salve, Jorge (segundo a Vejinha SP). Fica na Engenheiro Caetano Álvares, mais conhecida como a avenida que sai do Estadão. Na altura do número 5.000, há uma seqüência de bares. E lá estava o Seu Antonio. Eu e Signora P ficamos na porta. Não sabíamos que tinha música ao vivo, prato que normalmente dispensamos. Tanto Vejinha quanto Época SP, que não concordaram quanto a origem do fundador do lugar, concordaram quanto a não falar que havia música ao vivo.
Decidimos ficar por ali mesmo e chegamos à Cervejaria do Luiz, um quarteirão abaixo.
A casa é cria de um boteco aclamado, ali perto, o Bar do Luiz (Fernandes), lugar em que infelizmente nunca consegui pôr os pés -- sempre que tentei a espera não deixou dúvida de que dali brota qualidade. Na cervejaria, tocada pela família de seu Luiz, você não se decepciona. Os quitutes são campeões. E a cerveja, gelada -- peça o copo americano. Para acompanhar, abrimos os trabalhos com Delícia de Portugal (bolinho de bacalhau com queijo, brócoli, azeitona e arroz, servido no alho frito), vice-campeão 2008 naquele torneio de petiscos da Bohemia. Depois, encaramos Segredo da Dona Idalina (o nome é isso ou perto disso, tá?, uma maravilha em forma de bolinho de berinjela recheado de carne quase crua e queijo), petisco campeão do mesmo torneio em 2006. Ainda houve condições de encarar uma porçãozinha de rollmops (que lá é grafado com "n" ?!), aquelas peças de cebola envoltas em sardinha que ficam em conserva nos melhores e piores botecos do sul-sudeste do país. Para encerrar, uma espetacular porção de canapés de lingüiça blumenau (derrete na boca como manda a Bíblia, e se você não encontrar esse relato na Bíblia a culpa é da Bíblia e não minha). Bem, hora de deixar a ZN e voltar, feliz da vida, pros lados da Zona Oeste. E tentar em breve conseguir lugar no endereço original do Bar do Luiz. Sábado de reis.
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