Cada vez maior, a comunidade muçulmana ali do Pari e do Brás, em São Paulo, tem feito aparecer uma leva de casas de cozinha árabe. Sempre fui fã dessa culinária. Neste sábado (19.1.2008), Signora P me levou ao MaxiFour, o espetacular mercado de produtos árabes de São Paulo. Fica ali no Brás. Ao lado, no número 102 da rua Júlio Ribeiro (tel. 6292.0357), está o Rei do Falafel. Foi nosso endereço para o almoço. O lugar não deve ter mais de 3 metros de largura, algumas mesas, outro tanto de bancos junto ao balcão e um atendimento à beira do heróico quando lota. Mas vale cada minuto. Devoramos chawarmas (finas fatias de pão sírio enroladas e recheadas). De carne, frango e falafel (com grão-de-bico, tomate, especiarias...). A carne é retirada daquelas máquinas giratórias que no Centro da cidade a gente chama de churrasco grego. Também pedi chawarma de linguiça libanesa. Tudo estava sensacional. Delicioso. Comida com gosto único. Queria provar o miolo à moda síria, não tinha mais. Cada chawarma custa 6 reais. A cerveja não vem tão gelada, então é melhor pedir chá mate para fazer companhia. Com pouca grana você comerá como um nobre árabe, ou um beduíno faminto, depende de quem contar a versão. 1) Repito: trata-se quase de um pé-sujo. 2) Insisto: não deixe de ir.
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19/01/2008
05/01/2008
31. Carlinhos (rest)
Almoçamos, eu e Signora P, no Carlinhos, no Pari. O restaurante (rua Rio Bonito, 1641, Pari. Tel 3315.9474) existe há 37 anos e se autodefine como Rei da Picanha Artesanal -- até devo prová-la um dia --, mas vou lá atrás de arais, basturmás e kaftas deliciosos. Em São Paulo, onde esfiha e beirute equivalem aos hambúrgueres nos Estados Unidos, a culinária árabe está no dia-a-dia. Mesmo assim, os arais e basturmás são exceções. O primeiro é uma espécie de kafta prensada servida no pão sírio. O segundo é uma carne crua que fica uma semana curtida em sal e especiarias (a versão com ovo frito se chama basturmalá). Outra opção, se você pedir com antecedência e juntar uma turma (dá para uns 8 glutões facilmente), é o cordeiro recheado à moda armênia. Meu Deus! Corra ao Pari.
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